
Como ajudar alguém durante uma crise de pânico: o que fazer — e o que evitar
Ver alguém em uma crise de pânico pode ser assustador — tanto para quem está passando quanto para quem está por perto.
A crise de pânico é um episódio intenso de ansiedade, que surge de forma abrupta e pode trazer sintomas como:
- Falta de ar
- Taquicardia
- Sensação de sufocamento
- Tontura
- Tremores
- Medo de morrer ou de perder o controle
Apesar da intensidade, é importante entender: a crise de pânico não é perigosa, mas é extremamente angustiante.
Durante a crise, o cérebro ativa o sistema de “luta ou fuga”, como se a pessoa estivesse em perigo real.
O problema é que esse alerta é falso — não existe ameaça concreta naquele momento.
O corpo reage como se precisasse sobreviver, mesmo sem motivo aparente.
Como ajudar na prática
- Mantenha a calma
A sua calma é essencial.
Se você se desespera, a pessoa pode interpretar que realmente há perigo.
- Valide o que a pessoa está sentindo
Evite minimizar.
“Isso é besteira”
“Para com isso”
✔️ “Eu sei que está sendo difícil, mas vai passar”
✔️ “Você não está sozinha”
- Ajude a regular a respiração
A respiração costuma ficar curta e acelerada.
Oriente de forma simples:
- Inspire pelo nariz contando até 4
- Segure 2 segundos
- Expire lentamente pela boca contando até 6
Faça junto com a pessoa.
- Traga a pessoa para o presente
A mente está em alerta extremo.
Use técnicas de ancoragem:
- “Me diga 5 coisas que você consegue ver agora”
- “Sente seus pés no chão
5. Evite excesso de estímulo
Ambientes barulhentos ou muitas pessoas falando podem piorar a crise.
Se possível, leve para um local mais tranquilo.
- Fique presente até a crise passar
A crise geralmente dura de 10 a 30 minutos.
Sua presença transmite segurança.
O que NÃO fazer
- Não diga que é “drama”
- Não force a pessoa a “se controlar”
- Não minimize os sintomas
- Não abandone a pessoa no momento da crise
Quando procurar ajuda?
Se as crises são frequentes, intensas ou estão limitando a vida da pessoa, é fundamental buscar avaliação psiquiátrica.
O transtorno do pânico tem tratamento — e melhora muito com o cuidado adequado.
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