Dra Carolina Lima Psiquiatra

Como ajudar alguém durante uma crise de pânico: o que fazer — e o que evitar

Ver alguém em uma crise de pânico pode ser assustador — tanto para quem está passando quanto para quem está por perto.

A crise de pânico é um episódio intenso de ansiedade, que surge de forma abrupta e pode trazer sintomas como:

  • Falta de ar
  • Taquicardia
  • Sensação de sufocamento
  • Tontura
  • Tremores
  • Medo de morrer ou de perder o controle


Apesar da intensidade, é importante entender: a crise de pânico não é perigosa, mas é extremamente angustiante.

Durante a crise, o cérebro ativa o sistema de “luta ou fuga”, como se a pessoa estivesse em perigo real.

O problema é que esse alerta é falso — não existe ameaça concreta naquele momento.

O corpo reage como se precisasse sobreviver, mesmo sem motivo aparente.

Como ajudar na prática

  1. Mantenha a calma

A sua calma é essencial.

Se você se desespera, a pessoa pode interpretar que realmente há perigo.

  1. Valide o que a pessoa está sentindo

Evite minimizar.

“Isso é besteira”

“Para com isso”

✔️ “Eu sei que está sendo difícil, mas vai passar”

✔️ “Você não está sozinha”

  1. Ajude a regular a respiração

A respiração costuma ficar curta e acelerada.

Oriente de forma simples:

  • Inspire pelo nariz contando até 4
  • Segure 2 segundos
  • Expire lentamente pela boca contando até 6

Faça junto com a pessoa.

  1. Traga a pessoa para o presente

A mente está em alerta extremo.

Use técnicas de ancoragem:

  • “Me diga 5 coisas que você consegue ver agora”
  • “Sente seus pés no chão

    5. Evite excesso de estímulo

Ambientes barulhentos ou muitas pessoas falando podem piorar a crise.

Se possível, leve para um local mais tranquilo.

  1. Fique presente até a crise passar

A crise geralmente dura de 10 a 30 minutos.

Sua presença transmite segurança.

O que NÃO fazer

  • Não diga que é “drama”
  • Não force a pessoa a “se controlar”
  • Não minimize os sintomas
  • Não abandone a pessoa no momento da crise

Quando procurar ajuda?

Se as crises são frequentes, intensas ou estão limitando a vida da pessoa, é fundamental buscar avaliação psiquiátrica.

O transtorno do pânico tem tratamento — e melhora muito com o cuidado adequado.

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